maio de 2014 - Uberlândia. (devaneios e lembranças
Ele não sabe nada sobre subjetividades,
Eu não sei ensinar subjetividades.
Ele não entende o significado de mergulho metaforicamente,
Eu não sei falar de amor sem metáforas.
Nós dois juntos é um lance louco,
Ainda bem que aprendi tudo sobre o efêmero)
segunda-feira, maio 26, 2014
18/05/2014 (devaneios e lembranças
Brasília tem um céu predominantemente vasto, de tarde tudo é colorido pelo espetáculo pôr-do-sol. Brasília carrega uma parada que diz quase tudo sobre espaços abertos. Minha mente quer desconhecer o invisível,meu corpo não permite. Clandestinidade é o tempero para toda e qualquer experiência.
Nós dois juntos é uma parada mística.
Brasília tem um céu predominantemente vasto, de tarde tudo é colorido pelo espetáculo pôr-do-sol. Brasília carrega uma parada que diz quase tudo sobre espaços abertos. Minha mente quer desconhecer o invisível,meu corpo não permite. Clandestinidade é o tempero para toda e qualquer experiência.
Nós dois juntos é uma parada mística.
14/05/2014 São Paulo
São 12:11 e estou na varanda.
Mais cedo limpando a cafeteira pensei em Thiago,
penso agora na Bahia e no sol de 12:12 em pleno deserto de areia,minha pele prefere grutas.
Jogo a borra de café no lixo como descarto relacionamentos.)
Eu penso que ela está ansiosamente apegada à futilidades. Olho no espelho. Não tenho mais tempo/o tempo me diz/para me apegar às pequenas-grandes coisas. O que seria então o resto?
São 12:11 e estou na varanda.
Mais cedo limpando a cafeteira pensei em Thiago,
penso agora na Bahia e no sol de 12:12 em pleno deserto de areia,minha pele prefere grutas.
Jogo a borra de café no lixo como descarto relacionamentos.)
Eu penso que ela está ansiosamente apegada à futilidades. Olho no espelho. Não tenho mais tempo/o tempo me diz/para me apegar às pequenas-grandes coisas. O que seria então o resto?
sexta-feira, abril 25, 2014
não há na vida coisas básicas
leveza é conquista
europa são paulo minas gerais de norte à sul bahia inteira intensa minas gerais são paulo minas gerais
vocês precisam compreender
que eu não tenho escolhido estar tão geograficamente presente em múltiplos lugares
que eu escolhi estar geograficamente em contato com tantas múltiplas personalidades
que eu escolho aceitar o labiríntico destino
tomei minhas asas invisíveis e tenho então me soltado neste mar/mundo
observando paisagens,
observando pessoas
observando comportamentos,
observando profundamente a mim mesma e as minhas passagens paisagens pessoas comportamentos,
todas essas eus dentro de mim que tem todos esses eus dentro de nós todas eu mesma
que é mineira europeia bahiana paulistana denovo mineira porque mineira sempre
porque mundana sempre, porque escolho aceitar os imprevistos,
porque tenho aceitado com toda a minha energia aceitar verdadeiramente todos os imprevistos,
porque é disso feita a nossa trajetória que apelidamos vida
porque não mandamos neste deus chamado destino
e apenas somamos como personagens.
amarguei o amor faz um tempo, continuo tentando entender esta dinâmica chamada necessidade - questiono sobre as necessidades serem fisiologia ou opção - critico o consumo do sexo - analiso e percebo o buraco vazio fundo grande onde estamos caindo infinitamente
é possível ainda assim acreditar que há sim infinitas também possibilidades de ocupar os dias meses horas anos detalhes de experiências diárias com preenchimentos prazerosos
porque é mundo é bom e é também mal
porque eu tenho obrigado o meu corpo físico a se adpatar a qualquer ambiente
a qualquer assunto a qualquer pessoa
e no fundo de mim mesma
busco esse lugar confortável chamado casa chamado lar chamado base chamado conforto
porque apesar de todos os
leveza é conquista
europa são paulo minas gerais de norte à sul bahia inteira intensa minas gerais são paulo minas gerais
vocês precisam compreender
que eu não tenho escolhido estar tão geograficamente presente em múltiplos lugares
que eu escolhi estar geograficamente em contato com tantas múltiplas personalidades
que eu escolho aceitar o labiríntico destino
tomei minhas asas invisíveis e tenho então me soltado neste mar/mundo
observando paisagens,
observando pessoas
observando comportamentos,
observando profundamente a mim mesma e as minhas passagens paisagens pessoas comportamentos,
todas essas eus dentro de mim que tem todos esses eus dentro de nós todas eu mesma
que é mineira europeia bahiana paulistana denovo mineira porque mineira sempre
porque mundana sempre, porque escolho aceitar os imprevistos,
porque tenho aceitado com toda a minha energia aceitar verdadeiramente todos os imprevistos,
porque é disso feita a nossa trajetória que apelidamos vida
porque não mandamos neste deus chamado destino
e apenas somamos como personagens.
amarguei o amor faz um tempo, continuo tentando entender esta dinâmica chamada necessidade - questiono sobre as necessidades serem fisiologia ou opção - critico o consumo do sexo - analiso e percebo o buraco vazio fundo grande onde estamos caindo infinitamente
é possível ainda assim acreditar que há sim infinitas também possibilidades de ocupar os dias meses horas anos detalhes de experiências diárias com preenchimentos prazerosos
porque é mundo é bom e é também mal
porque eu tenho obrigado o meu corpo físico a se adpatar a qualquer ambiente
a qualquer assunto a qualquer pessoa
e no fundo de mim mesma
busco esse lugar confortável chamado casa chamado lar chamado base chamado conforto
porque apesar de todos os
O sol já chegou há alguns dias e a semana foi basicamente ensolarada, e tranquila...
a tranquilidade de peceber o espaço entre as coisas, interiores e exteriores...
a confusão do mundo dos objetos me manteve meio distante .. metade da mudança já foi, a outra vai amanhã e eu vou descobrir que partes minhas tem ido, aos poucos,embora desse espaço físico do apartamento com a vista mais linda da cidade, dos lugares onde trabalho, das pessoas que encontro sempre, dos ambientes preferidos e da poesia da cidade grande com toda a sua pressa de ir pra lugar nenhum... estou sensível mas tranquila, sentindo a poesia nos poros das coisas e desse momento tão delicado.... te envio um trecho de Hilda do Tu não te moves de Ti :
"Absurdo,Rute,existires junto a mim, eu junto à empresa,a empresa no mundo,o mundo nesse todo,um espaço de buracos negros e redondos corpos,cintilâncias,negruras, uma extra-sístole outra vez e cada vez que me repenso e sempre que sofro sedução e emigro,disso sim eu gosto, de ser tomado, de ser seduzido como estou sendo agora pela vida. SEDUÇÃO. Imagine,arranco neste instante,olha como espeta a mão. Se eu falasse com a voz do mundo como falaria? Se eu falasse com a voz dos ancestrais,sangue,o sêmen do mundo em mim, a refulgência de uma nova voz? Noz vivosa na laringe de Tadeu,pomo de Adão enriquecido de contorsões e nódulos: nós,os daqui,os do outro lado,dimensão que não vês,te olhamos,Tadeu,duro arrebato:que sim. Te foi dado caminhar a razão,então caminha. Que sim. O reluzente da vida,o casco da tua barca,matéria arcoirizada,é que empresta qualidade às águas. Que sim..."
um beijo,
mariana.
(julho de 2012
(julho de 2012
terça-feira, setembro 03, 2013
Eu agora acendo as
luzes para caminhar pela casa, que é pequena de cozinha grande, a torta de
legumes está no forno porque eu não tenho ido mais ao portão e não tenho visto
as pessoas porque não tenho tido vontade, me lembro dos meus 15 anos quando o
universo estava nos livros e as vidas nos filmes eram mais interessantes do que
a vida dos meus amigos e da escola, poucos sabem mas eu não subestimo mais o
mundo, é tudo tão transparente não é mesmo ? Desisti de tudo o que me foi
colocado porque tudo isso não tem essência e estava mesmo sacrificando a minha
vitalidade pelo que os outros chamam de futuro. Não acredito mais na arte, não
acredito nas doenças pessoais que nos fazem criar. Estou buscando pelo cheiro
da natureza úmida e das pedras cavernas grutas que me enchem de algo que eu não
identifiquei ainda, alexandre é um menino do mato com muita vitalidade que diz
sobre o desvendar da existência de maneira clara e simples. Eu e joão não
teremos filhos graças a Deus porque nós dois jamais daríamos certo neste ângulo
em que nos colocamos, tem o sexo gosto jeito gesto dentro do nosso contato
íntimo que também nos foi tirado mesmo com tanto tato profundo, algo em mim
desatou e andei tão amarga, acho que a vida é mesmo espirilada eu juro que
parei de tentar entender qualquer dinâmica, tenho tentado respirar e beber
água, não sinto saudade de são paulo e da tristeza em que aqueles corpos se
encontram, um lugar mecânico porém pulsante, não sinto falta do sesc pompéia
porque eu realmente comecei a sentir medo dos trajetos todos necessários a
serem percorridos dentro da cidade, então as coisas todas bonitas pararam de
fazer sentido, entende? Cavuco dentro de mim hildas bukowskis henrys e acordo
de madrugada pra pensar na vida e no meu futuro e de Fer, que é mesmo uma jóia
preciosa rara e precisa de amor e beleza e alegria, porque a vida vai continuar
sendo um mar maluco indesvendável mas posso fazer esforços para que ele
encontre as coisas mais bonitas que a existência pode oferecer. Autumn me faz
ser bonita e interessante mas a realidade é que estou de pijama e não lavo o
cabelo há 6 dias, minha pele e cabelo tem a sorte da genética mas gosto mesmo é
de ficar ouvindo piano acender velas e imaginar a vida dentro de uma casinha no
meio do mato. Voltei a cozinhar, aos poucos a ler, gostaria de voltar a dançar
em breve. Acredito no yoga denovo e voltei a praticar regularmente, dentro de
casa as coisas tem mais silêncio e posso ouvir o barulho de mim mesma que hora
ou outra assusta mas não sinto mais medo porque também tem uma paz gostosa que
há muito não sentia...me lembro da vista da janela do quarto de joão, um
quartinho apertado compactando nosso possível amor, saudade de seu cheiro mas
não saudade de seu jeito muitas vezes agressivo de revelar-se, nos abraçamos
tão pouco e apenas tagarelamos sobre teorias furadas. Saudade de nossas
caminhadas, não saudade de seu desprezo. Não saudade de nada. Estado de
presença absurdo que me tira de qualquer passado futuro. Será?
terça-feira, maio 28, 2013
domingo, abril 28, 2013
Meu amor, eu sei que você está completamente encurralado por seu próprio labirinto. Eu sei que o cotidiano quer te sufocar com todas essas
obrigações que você mesmo inventou. Meu amor eu sei que os dias tem te
massacrado e que você escolheu não ter escolha. Meu grande amor, eu sei, você
está absolutamente embriagado do desespero que é suportar ser. Meu amor
eu gostaria de te dizer que infelizmente estamos todos na mesma situação, que
eu também estou encurralada por mim mesma e que toda a minha insegurança está
conectada com a sua falta de esclarecimento, mas, meu amor, não posso ser capaz
de suportar todo o vômito de uma existência triste e desorganizada quando a
lucidez pede arrego numa sexta feira à noite e a loucura entra com A POSSIBILIDADE
e se aproveita totalmente de um corpo confuso. Meu amor você está tão
absolutamente desorganizado que cria em si mecanismos de destruir até o que te
puder ser a única coisa pura e boa. Eu, com todos os meus defeitos gostaria
de te dizer que, meu amor, nós dois sofremos do mesmo medo, nós dois estamos
afundados nas mesmas neuroses que esta cidade proporciona. Meu grande e único amor, se não estamos juntos é porque estamos viciados na doença da solidão. você entrou em guerra contra mim e eu te digo sem nenhuma arma : não há pior guerra do que a interior.
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