domingo, julho 19, 2015

cintilo respiro reflito: existo
conflito caminho catálogo: duvido
subsídio solstício sozinho: medito
consigo comigo escalo, abismo
sentindo sigo o sentido.



Pós ouro preto cipó bh pé inflamado crise depressiva tomar sol alongar cachoeira água doce trilhas suor amor comida

sábado, julho 04, 2015

acho que com o tempo não tem mais isso do corpo ficar simples
será?
o que mais me acomete é estabelecer a infinitude de possibilidades propostas
quando dentro da gente vamos enraizando as coisas, isso de ter memória e depois repetir situações a partir de
somos seres brilhantes
luminosos
espirituais
todos os sentimentos fazem parte de todas as coisas
dia de chuva fina frio gostoso e solidão
observo o que posso enxergar das pessoas e dos mundos externos e acabo por concluir que tudo não passa de uma continuação dos meus mundos internos
muito absurdamente expansivo isso de não existir conclusão nem linha reta pros acontecimentos
apenas fluir
relaxando internamente
assimilando os fatos externamente
cada qual nos seus micro ou macro espaços
cumprindo tratos
e contratos.

domingo, junho 28, 2015

enquanto você circula
pelas minhas memórias
eu sigo assimilando
que o amor
é pura estratégia

quarta-feira, junho 03, 2015

ah quantas cobranças do que deve ou não deve ser feito
e a vida vai massacrando mesmo
e isso de encontrar forças viscerais pra continuar
é bonito
porque tem essa balança do bom e do ruim
e pelo taoísmo nem bom nem ruim
e aí as relações 
todas
todo mundo
atingir expectativas, não acumular 
simplesmente ser
sem esforço
e com muito esforço
ahhhhh e a solidão
os buracos internos
e as feridas sendo formadas cotidianamente
também as alegrias belezas maturidade
de onde é quem vem o tal do cíume? 
quem foi que inventou esse conceito absurdo? 
e a vontade de ficar sozinho também, os medos e as surpresas e oscilações..
lua cheia? 
saudade da natureza
preguiça de exposição
confusão calma 

sexta-feira, maio 29, 2015

a ju hoje me lembrou que o amor existe, que coisa linda
na cidade somos mero sofredores
desajeitados
famintos
tem dia que pareço máquina enferrujada, desesperada pra que as coisas se encaixem
é tanto barulho na cidade que a gente esquece
que ta tudo fluído
escrito? 
que cada passo é um ensaio firme pro próximo passo
juízo final cotidiano
barulho lá fora
silêncio aqui dentro
silêncio lá fora
barulho aqui dentro
nós somos grandes mulheres

domingo, maio 10, 2015

eu percebo que são ciclos, tenho conhecido muitos tipos de pessoas, de modos de vida, muitos olhares e ouvidos e maneiras de perceber e se mover no mundo, nas experiências nos territórios... tenho conhecido pessoas com as melhores e mais lindas teorias, e mais tenebrosas e insalubres atitudes, pessoas silenciosas e simples nas teorias, amáveis e generosas nas atitudes, também tudo isso oscila,tudo no eterno movimento, o nascer e o se pôr, o silêncio e o barulho, e os meios termos... experienciar a vida, odiar e amar a vida, as escolhas, as consequências, os amores confusos, os amores deliciosos, os não amores,alegrias e tristezas... e o deserto segue seco e misterioso, e os lugares gelados seguem gelados e misteriosos,e a natureza segue enigmática gigantesca e misteriosa.. e as cidades seguem cruéis..e misteriosas..e apesar de todas as teorias,de todos os territórios, de todos os sentimentos, nós seguimos animais.. e absurdamente misteriosos.

quarta-feira, maio 06, 2015

é tanta coisa de pensamento que a cabeça vai sintetizando.. acho bem louco isso de ir assimilando as percepções todas a cada segundo do mundo todo dentro da gente e fora, e essa perspectiva de que são abismos, coisas totalmente diferentes o dentro e o fora. é a mística permeando tudo, coisas que enxergamos e também não. eu estou perplexa diante da realidade de que disposição não é o mesmo que disponibilidade. .. "Não posso aturar comigo nem posso fugir de mim.." então aí posso perceber que isso do amor tem haver com a minha necessidade pessoal de que o outro preencha os meus buracos, enquanto eu preciso sem saber muito como, preencher os buracos desse outro também. acho que os conflitos surgem a partir do momento em que tá todo mundo esburacado e sem conteúdo pra tapar o alheio, entende?
e eu que odeio cidades, que me sinto deslocada a cada tentativa de encaixe nesse molde social imposto,acabei voltando pra cá, a maior do meu país, uma das maiores do mundo, parece um castigo, ter que cumprir mais missão nessa dinâmica que aqui se apresenta.. E pensar que é tudo escolha nossa..Onde conheci a teoria de saúde, a utopia do equilíbrio, onde encontrei os piores tipos de seres humanos que já pude esbarrar, os mais cruéis, ranzinzas, ocos e doentes, muitos maquiados de zen, yoguis, evoluídos.. E também reencontrei os melhores, mais solidários, sensíveis, amáveis... são paulo é esse lugar mais do ódio que do amor com toda a certeza, porque no concreto não temos capacidades orgânicas de nos conectarmos, mesmo com tanta tentativa, com tanta vontade de parecermos conscientes, na cidade somos meros animais selvagens, raivosos, sobreviventes, como na selva. não é atoa o apelido "selva de pedra". Então na selva natural somos tão bichos quanto na selva de pedra, ou seja, não tem pra onde fugir. Bicho nascemos bicho somos

terça-feira, abril 28, 2015

noite passada sonhei que ogum me presenteava com uma espada. kleber me entregava a espada. 
ganhei cama nova, acendi um drum e tenho tentado olhar mais pro céu
A cidade nos consome por inteiro

sexta-feira, março 27, 2015

eu hoje de manhã comendo pitaia pensei no sopro que é a vida,
Na frase bíblica amai-vos uns aos outros,
Nos rios de agua doce que percorrem o norte do país,
E nas cachoeiras de Minas.
hoje de manhã pensei nas minhas raízes,
Nos laços que tecemos e desatamos todos os dias
Nas atitudes mínimas que nos levam a consequências máximas
Hoje de manha pedi clareza
Serenidade, caminho, leveza
Pensei nas pautas políticas que rolo diariamente no mural coletivo
Pensei em silêncio que já passou esse segundo esse milésimo esse sopro
Pensei presença. 
Axé pra nova estrela que brilha no céu, porque não aguentou o fardo do cotidiano.
Axé pra gente que fica. Respiremos.