sábado, maio 08, 2010

22/03/2010 :

As cortinas estão dançando e as folhas das àrvores também,os passarinhos se comunicam comigo de forma intensa e sinto o palpitar de todas as folhas/flores do mundo. Ann encontra a poesia nas canções e acredito mesmo que isso a salva do sujo/feio/doente da cidade que é também viva e pulsante. O amor está em tudo e a minha personificação dele, que não é minha nem de ninguém, está em outro lugar, longe.
O vento é o grande mentor de todo esse balé a que os nossos cabelos estão expostos,meu bem, os assobios dos pássaros se tornam poesia suave nesta manhã.
O mês importa? marcianamente estamos limpando o nosso espírito de toda esta poeira, Ann joga calcinhas fora e vê a efetividade de eliminar o passado.
O tapete na sala, querida Lulu, é o mesmo de março passado,estamos no outono e com isto defendo os rasgos no tapete que nunca foi pago. Não me culpo porque das religiões dos homens já estou farta.
Gessyka me lembra de quando éramos apaixonadas irracionalmente, os dias duravam mais e as obrigações eram poucas.
Sonho com nós dois e as praias do Brasil.
A minha aspiração poética é culpa de Gêmeos no Ascendente apesar de mercúrio estar em Àries e a casa 3 em Leão.
instântaneamente as coisas se encostam e se encontram,
discutimos a superioridade inexistente nas coisas e você acredita mesmo no respeito ao próximo,
eu estou vivenciando a diferença entre seres humanos e criaturas humanas tão cotidianamente,
que me torno alheia.
percebo murilo e desenho suas entranhas com palavras, murilo não sabe de mim.
está chuvendo mas não há frio, exponho os meus cabelos e o meu corpo à magia secreta que o mundo desconhece,
e mantenho o segredo do desconhecido.
As sensações podem ser escolhidas quando se está alheio,mas existe dor onde energias obscuras invisivéis se instalam.
estou limpando obssessivamente tudo o que há dos outros em mim tanto exteriormente como não,
sinto o palpitar profundo dos corações, e mesmo assim murilo ainda não sabe de mim.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente,
Participo sendo o mistério do planeta
O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu
Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola

segunda-feira, janeiro 04, 2010

"Absurdo,Rute,existires junto a mim, eu junto à empresa,a empresa no mundo,o mundo nesse todo,um espaço de buracos negros e redondos corpos,cintilâncias,negruras,uma extra-sístole outra vez e cada vez que me repenso e sempre que sofro sedução e emigro,disso sim eu gosto, de ser tomado, de ser seduzido como estou sendo agora pela vida. SEDUÇÃO. Imagine,arranco neste instante,olha como espeta a mão. Se eu falasse com a voz do mundo como falaria? Se eu falasse com a voz dos ancestrais,sangue,o sêmen do mundo em mim, a refulgência de uma nova voz? Noz vivosa na laringe de Tadeu,pomo de Adão enriquecido de contorsões e nódulos: nós,os daqui,os do outro lado,dimensão que não vês,te olhamos,Tadeu,duro arrebato:que sim. Te foi dado caminhar a razão,então caminha. Que sim. O reluzente da vida,o casco da tua barca,matéria arcoirizada,é que empresta qualidade às águas. Que sim..."

segunda-feira, dezembro 28, 2009

estou inteiramente feliz, há flora tão bonita,os cabelos lisos marrons e enormes,macios.
há Fausto e há tanta beleza na liberdade mesmo que apenas sonhada, não é mesmo?
há tantos meninos tratando meninas de qualquer jeito,eu já disse que poderíamos ser de alguma forma Jane e a vida ficaria mais amarga com tanta sensatez,querida. Há piscinas cachoeiras rios mares pelo mundo todo afora e em Minas Gerais as coisas só parecem paradas nos bairros distantes do barulho mas as pessoas estão todas tão gritantes por dentro que chega a ser quase um absurdo tanto surto silencioso. alguém me disse que se vingaria SE umas coisas fossem de um jeito e outras de outro, eu sincerimente te digo, não é lá o meu forte esperar que o telefone toque porque A VIDA É agora e tenho sabido,


-buenos aires vai ficar PRUma próxima,

domingo, dezembro 20, 2009

eis-me aqui, um interior brutal
um exterior exposição de orquídeas
um passear no parque domingo de tarde e a família,
pensando coisas do natal.
e capivaras acostumadas
com toda a presença humana.
eis-me aqui, inteira céu
desintegradamente do mundo todo,
que se espalha e não lembra que finge
que aristides klafke jamais saberia na década de 50,que estaria sendo tanto.

segunda-feira, novembro 09, 2009

seis de outubro,napoleão de barros. Baudelaire me olhando,olheiras fundas,apoia-se na janela, o sol nem tão nem pouco escaldante. Havemos de encontrar chás de jasmim quando sonhamos casas litorâneas em outros estados seja de consciência ou geográfico.
há tanto mistério e tenho a impressão de pouco saber sobre tudo isto que tem me rodeado -
Querido,há a sua e a nossa juventude pulsando pelo incerto e pelo duvidoso. Há você e os números, há eu e tudo isso. Nosso ou seu silêncio torna-se o nosso maior abismo.!