quando você chegar:
talvez eu esteja
distraída
silenciosa,
poetisa
no metrô,
dor de barriga
preocupada,
agressiva
solitária
ou preenchida
voraz
perplexa
atenta
perdida
se te esperar,
não te reconheço
cessei a pressa
encosto em mim,
eis que me relembro:
não é o outro
pra além de mim
que devo esperar,
esse é o que chamo
de meu próprio
recomeço
meu toque em mim
gerando assim
meu tão esperado
encontro
comigo mesmo.
sexta-feira, abril 14, 2017
quinta-feira, abril 06, 2017
terça-feira, março 14, 2017
eu me rendi à mística
significados são coisas bem inúteis em sua maioria
silêncio explica todo o resto
tem um tudo que coexiste
a gente vai reelaborando de acordo com nossos próprios confortos
não sei se tem outro caminho
nesse tom:
toda
conclusão
é
uma
limitação.
(no português:
significados são coisas bem inúteis em sua maioria
silêncio explica todo o resto
tem um tudo que coexiste
a gente vai reelaborando de acordo com nossos próprios confortos
não sei se tem outro caminho
nesse tom:
toda
conclusão
é
uma
limitação.
(no português:
| 1. | tratado ou estudo de coisas divinas espirituais |
| 2. | vida contemplativa |
| 3. | conjunto de práticas conducentes ao êxtase |
| 4. | atitude coletiva afetivamente assente na devoção a uma ideia, uma causa,uma personalidade, um clube, etc. |
| 5. | adesão entusiástica aos grandes valores, a princípios ideais |
| 6. | fanatismo.) |
ainda sobre o amor:
isso tudo é muito imprevisível
lembrei que não controlo nada
beijo com choque
corpo novo trazendo outras novas sensações
possibilidades
preenchimento
tesão
desfixei
penso ainda naquele outro,
um pensar distante
acho que bloqueei
não respondi as últimas,
respirei
saudade
mental
leveza
física
vem
o
que
tem
pra
vir.
isso tudo é muito imprevisível
lembrei que não controlo nada
beijo com choque
corpo novo trazendo outras novas sensações
possibilidades
preenchimento
tesão
desfixei
penso ainda naquele outro,
um pensar distante
acho que bloqueei
não respondi as últimas,
respirei
saudade
mental
leveza
física
vem
o
que
tem
pra
vir.
sexta-feira, fevereiro 03, 2017
mais ou menos final de junho de 2014, você veio tirar tarot pra mim, eu sem grana peguei emprestado, te paguei com cheque alheio, senti sua densidade do portão de fora, a casa nem era minha, eu não tinha nem roupas direito, totalmente à mercê. eu lembro de alguma vizinha ensaiando ópera enquanto você lia nas cartas que chegava um amor "imenso, líquido, pra subjulgar o ego", eu claro não entendia muito, gostava de um cara desses últimos que nem aí, tava de mudança pra Minas, só queria viver perto das plantas e da leveza, como se meu dentro fosse a mesma coisa. aí você dizia que eu era terra mas tava terra demais, tava bloco de terra nos pés, sem ver caminho, eu ia buscando absorver as palavras, preocupada com a vela que queria apagar do vento, um vento não tão gelado como esse de agora, que entra pela janela enquanto fumo meu cigarro e penso em você, nisso, no mundo, olhei ao redor do que agora chamo de minha casa, luz baixa, várias plantas sim, flores também, um colorido no espaço, eu colorida por dentro, achando minha própria leveza, achando meus alimentos nutritivos não só na comida e enfim, agradecendo. agradecendo porque a vida sempre foi bela pra mim, mesmo quando feia, mesmo quando dura, difícil, bloco de terra compacto dificultando os passos, meu caminhar tem ganhando ângulo, você com a liberdade mais presa que já conheci, me ensinando desde então as subjetividades nos gestos, a poesia do estar viva, a poesia mesmo na tristeza que a gente compactua vivendo na cidade grande, pouco ar puro, ser humano decadente e ainda assim, poesia, ainda assim leveza, ainda assim vento gelado que conforta, água que irriga, desfixa, abre espaço e com isso, caminho. amor que ensina, qualquer amor vale a pena, mesmo o que não vale, qualquer corpo tem um conhecimento único e possível de ser entendido, possível de ser ensinado, passível de ser comungado, eu frescor interno mas ainda tem aquele alarme de não deixar ser tomada pela pressa, pelo automatismo evidente, vigente, exigente de estar viva, e lembrar que sim estou viva, vibro junto com isso tudo que vivo também está, esse todo, eu dizia, tem um todo não tem? e se tem um todo eu sou parte, você é parte, estamos aqui, não é isso, que no final, importa?
segunda-feira, janeiro 30, 2017
Assinar:
Postagens (Atom)