terça-feira, novembro 04, 2014

tomar sol
comer frutas
achar a beleza no cotidiano
pensar positivo
observar o que deseja
e desejar com cautela
materializar o bem
agradecer
caminhar lentamente
escutar música calma - baixinho
admirar os detalhes de cada um - cada coisa
respirar
abandonar as ofensas
repetir

página em branco é onde quero nos escrever
escuto os cantos pros orixás
respiro fundo
mapeio meu próprio corpo
te lembro detalhadamente
o tempo dita como quando
eu estou leve e a cidade urra
é São Paulo denovo
sou eu outra (s).
Gosto de ler poesia nas rodoviárias do mundo
nas estações de trem
nos aeroportos
gosto de sentir meu estômago formigando quando penso em você
gosto de acreditar nos afetos
aconchegar-me no romantismo
gosto de viver desse meu jeito
oscilando porque não tem outro jeito
gosto que você nem sabe e bem sabe
me acha bonita acredita no futuro acredita no amor acredita nos afetos acredita em nós dois
gosto de me alimentar de falsas promessas
pra alimentar também meu formigamento no estômago
neste momento minto pro mundo

só pra viver três dias inteiros
acreditando que alimentar a alma e alimentar o estômago de sensações,
é aventurar-se.


01/05/2014 - R.
o amor é assim, um troço polêmico. ele chega e amansa tudo, depois confunde, depois alivia. depois machuca. aí assopra, depois bagunça. por fim massageia,ensina a perdoar,a priorizar,a abrir mão e quando a gente se sente prontíssimo...é tarde demais.

segunda-feira, maio 26, 2014

maio de 2014 - Uberlândia. (devaneios e lembranças


Ele não sabe nada sobre subjetividades,
Eu não sei ensinar subjetividades.
Ele não entende o significado de mergulho metaforicamente,
Eu não sei falar de amor sem metáforas.
Nós dois juntos é um lance louco,
Ainda bem que aprendi tudo sobre o efêmero)
minha arte é este cotidiano que traço rotineiramente,
é este deslocar-se diariamente com tantos eus em tantos lugares
pecado ter apenas um nome certificado,
sendo tantas.
minha vida é esta rotina que traço cotidianamente
e que apelidei,
arte.
18/05/2014 (devaneios e lembranças


Brasília tem um céu predominantemente vasto, de tarde tudo é colorido pelo espetáculo pôr-do-sol. Brasília carrega uma parada que diz quase tudo sobre espaços abertos. Minha mente quer desconhecer o invisível,meu corpo não permite. Clandestinidade é o tempero para toda e qualquer experiência.
Nós dois juntos é uma parada mística.
18/05/2014 (devaneios e lembranças


Berlim me ensina sobre linguagem.
Entendi tudo sobre não entender nada.
Bonobo acalenta as minhas necessidades.
Hoje eu sei que tudo passa. ainda bem.
14/05/2014 São Paulo

São 12:11 e estou na varanda.
Mais cedo limpando a cafeteira pensei em Thiago,
penso agora na Bahia e no sol de 12:12 em pleno deserto de areia,minha pele prefere grutas.
Jogo a borra de café no lixo como descarto relacionamentos.)
Eu penso que ela está ansiosamente apegada à futilidades. Olho no espelho. Não tenho mais tempo/o tempo me diz/para me apegar às pequenas-grandes coisas. O que seria então o resto?